Não sei por quê
mas parece que tem sempre
fantasmas a me rodear.
Não sei por quê,
não consigo fazer nada.
Não sei o que pensar,
o que fazer, o que dizer,
nem o que escrever,
e acho que por isso
estou escrevendo.
Este é mais um daqueles poemas
em que não digo nada de nada,
mas continuo escrevendo
para ver no que vai dar
e se me lembro de estar vivo.
O difícil mesmo é saber
se são fantasmas do passado,
se são ainda presentes
ou se são do futuro.
Por quê nem às 3 da manhã
não durmo?
Deveria ter algo
para dizer
o que estamos sentindo.
Brincar de ser gente grande
é mais difícil do que
eu imaginava;
quero colo
e quero ter 5 anos.
Vou desembestado
por não saber como ir.
Vou dormir
por que um dia
preciso acordar.
Boas noites, então!
Até outro dia, quem sabe...
inquietas sombras ai vindes outra vez?
ResponderExcluirEsse poema responderia (ou tentaria) responder aquela pergunta lugar-comum feita aos escritores: "porque voce escreve?"
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