Antes de mais nada, é preciso chorar, todo sujo e impotente (viver, apenas). Depois é preciso aprender a abrir os olhos e observar as coisas, completamente alheio à comunicações e às informações (sentir, apenas). E então é que se pode balbuciar sons e tons incompreendíveis aos muitos ouvintes (explodir, apenas). Depois disto, é hora de se sustentar, é hora equilibrar-se - ou então teremos sérios problemas (equilibrar-se, apenas).
Muito tempo depois podemos começar a perceber que não percebíamos (aprender, apenas). Juntamente, podemos então passar a compartilharmos nossas horas e nossas peculiaridades (conviver, apenas). E assim tudo vai passando, até o momento que devemos nos encher de responsabilidades a nos afogar em pleno trânsito (sobreviver, apenas). Então chega a hora que tanto esperávamos, em que começamos a desfrutar de responsabilidades outrora tão agonizantes (ganhar e gastar, por quê não?).
Para, no fim, nos dispormos tranquilamente em algum lugar onde sabemos que não quererão nos encontrar - por ser inconveniente, ou pouco acessível - e aproveitarmos dos minutos fluidos que deixávamos atravancar (relaxar, apenas). E assim até o fim.
Ainda quero descobrir se falo de um artista ou se falo da vida!
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terça-feira, 16 de março de 2010
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