-Se de alguma forma pudesse compreender que quero teu sexo, e nada mais, e que isto, apenas, me faria feliz, eu o faria com todo meu esforço. E daria também o melhor de mim, tentaria ser inesquecível.
-Se soubesse como eu desejo suas mãos me acariciando os seios, me descobrindo e me lendo, seus lábios escorregando lugares que eu nem ligava a arrepios, como me fariam trêmulas suas pernas procurando um lugar entre as minhas, viria agora como um leão, como um tigre, como um urso procurar o que posso oferecer de mim.
-Este seu olhar que parece um misto de querer dormir para sonhar ou de acordar para viver me consome de um jeito que me sinto combustível, inflamável, me sinto uma matéria irreal a se transformar em qualquer coisa irracional em busca de algo que não seja mais que o próprio prazer, que a própria vontade de viver agora sem nem saber quando o mundo vai acabar - e que se dane, que acabe agora mesmo!
-Se nem este olhar traidor foi capaz de convencer das minhas reais intenções fico aqui desprotegida e desarmada, à espera de que alguma maré me leve ou traga algo diferente, como um raio de sol que contenha felicidade além deste corpo que há de ser pó e desalmado. Este amor louco que não conseguiu vazar de minhas mãos para tocar as suas, tocar seus olhos, sua boca e seu sexo tão tolo quanto um pudor inexplicável não foi forte o suficiente?
----------------------------
-Se ao menos tivesse a coragem de dizer tudo isto, se ao menos o medo de que os próximos segundos fosse menor que a vontade de fazer destes melhores segundos sei que isto de certa forma me faria mais dono de mim, desprogramado e despreocupado. Pena que tudo não passa de algo que imaginei.
-Se tivesse me dito tudo que parece ter pensado com certeza tudo seria diferente. Este seu sonho tem mais de verdade que qualquer brincadeira que se brinque. E de certo que eu aceitaria. Mas fica você aí pensando demais e passa da hora. Passa do dia. Não é mais quando deveria ser e as coisas começam a acabar, infelizmente o tempo não espera que o tempo seja certo. Não que tenha agido errado. É só que o certo não está escrito em nada, e de certo que não existe. Mas que as intenções eram reais e recíprocas, aposte que eram.
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domingo, 20 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Reflexões da Minha Vida (2)
-Então me diga, o que sabe de você mesmo?
-O que eu sei? Sei que gosto de mulheres e de música, e que um bom cinema me agrada mais do que algumas horas perdido na internet ou na televisão. A música me descreve mas jamais me lê nas entrelinhas, me torna forte em algumas cituações e me baixa a guarda em outras. Sei que consigo ganhar a atenção de alguns e a estes posso com certeza chamar de amigos, e os tenho dos mais variados gostos - alguns para cada humor que acordo. Minhas obirgações me tomam meu tempo, meus cabelos, covas no rosto e uma mancha preta embaixo de meus olhos, e infelizmente não consigo evitar este excesso de pressão. Minha válvula de escape por vezes falha e me quebro inteiro, explodo, e voam cacos e pedaços por todo o lado. Demoro para juntar todos os pedaços e me recompor, e tento voltar sempre mais forte - o que nem sempre acontece. Sei também que pairam sobre mim dúvidas inúteis e também úteis, mas jamais saberei dividi-las corretamente. Não acho que dormir é perda de tempo pois tenho muito medo de imaginar uma vida onde eu não possa sonhar. Mas acabo sendo incoerente. Gosto da noite e da madrugada, o que me faz dormir até o almoço. Mas gosto igualmente da manhã, do clima da manhã e do dourado característico. Como posso dormir tarde e acordar cedo e mesmo assim dormir muito? Este pouco de mim na verdade diz muito e diz nada sobre mim. Quem quiser saber de mim que escreva uma biografia minha e diga bobagens, pois toda vez que essa pergunta me vem, saem respostas mui diferentes!
-O que eu sei? Sei que gosto de mulheres e de música, e que um bom cinema me agrada mais do que algumas horas perdido na internet ou na televisão. A música me descreve mas jamais me lê nas entrelinhas, me torna forte em algumas cituações e me baixa a guarda em outras. Sei que consigo ganhar a atenção de alguns e a estes posso com certeza chamar de amigos, e os tenho dos mais variados gostos - alguns para cada humor que acordo. Minhas obirgações me tomam meu tempo, meus cabelos, covas no rosto e uma mancha preta embaixo de meus olhos, e infelizmente não consigo evitar este excesso de pressão. Minha válvula de escape por vezes falha e me quebro inteiro, explodo, e voam cacos e pedaços por todo o lado. Demoro para juntar todos os pedaços e me recompor, e tento voltar sempre mais forte - o que nem sempre acontece. Sei também que pairam sobre mim dúvidas inúteis e também úteis, mas jamais saberei dividi-las corretamente. Não acho que dormir é perda de tempo pois tenho muito medo de imaginar uma vida onde eu não possa sonhar. Mas acabo sendo incoerente. Gosto da noite e da madrugada, o que me faz dormir até o almoço. Mas gosto igualmente da manhã, do clima da manhã e do dourado característico. Como posso dormir tarde e acordar cedo e mesmo assim dormir muito? Este pouco de mim na verdade diz muito e diz nada sobre mim. Quem quiser saber de mim que escreva uma biografia minha e diga bobagens, pois toda vez que essa pergunta me vem, saem respostas mui diferentes!
Reflexões da Minha Vida
-Então me diga, o que sabe de você mesmo?
-Eu, o que sei de mim? Ora, eu seria um tolo se perdesse meu tempo a me saber. Eu existo, talvez, e isto me impede que eu saiba de mim mesmo. Um copo de cerveja jamais saberá sobre ele mesmo, e também o maço de cigarro. Os animais não sabem nada de si mesmos e o evento da existência e todo aquele ciclo que insistem em chamar de vida é bastante para que possam acordar todo dia e fazer suas atividades diárias! Poderia você então dizer que isto é a nossa diferença com relação às outras coisas, mas eu digo que não! Essas divagações incompletas e incorretas nos levam a crenças que nos tornam menores. Sei lá eu se sou espelho de Deus, e mesmo se ele realmente precisa de um espelho. Sendo onipresente, pode ficar em frente a si mesmo e se observar o tempo todo. Espelho para quê? Sei lá eu também se as estrelas têm algo do meu espírito e comportamento e se realmente despendiariam tempo e um pouco do seu brilho apenas para nos determinar a personalidade - até as estrelas podem ser um pouco egoístas. E se eu por acaso pudesse me descrever por padrões ao longo das fases da vida, então não seria mais que uma fórmula matemágica e meu valor seria com certeza menor do que de um castor com seus diques ou então uma minhoca com seus túneis subterrâneos. A mim não basta saber quem eu sou e como eu sou. Desnecessário. A mim, o que basta é água para minha ressaca, comida para minha fome, divertimento para todo o resto.
-Eu, o que sei de mim? Ora, eu seria um tolo se perdesse meu tempo a me saber. Eu existo, talvez, e isto me impede que eu saiba de mim mesmo. Um copo de cerveja jamais saberá sobre ele mesmo, e também o maço de cigarro. Os animais não sabem nada de si mesmos e o evento da existência e todo aquele ciclo que insistem em chamar de vida é bastante para que possam acordar todo dia e fazer suas atividades diárias! Poderia você então dizer que isto é a nossa diferença com relação às outras coisas, mas eu digo que não! Essas divagações incompletas e incorretas nos levam a crenças que nos tornam menores. Sei lá eu se sou espelho de Deus, e mesmo se ele realmente precisa de um espelho. Sendo onipresente, pode ficar em frente a si mesmo e se observar o tempo todo. Espelho para quê? Sei lá eu também se as estrelas têm algo do meu espírito e comportamento e se realmente despendiariam tempo e um pouco do seu brilho apenas para nos determinar a personalidade - até as estrelas podem ser um pouco egoístas. E se eu por acaso pudesse me descrever por padrões ao longo das fases da vida, então não seria mais que uma fórmula matemágica e meu valor seria com certeza menor do que de um castor com seus diques ou então uma minhoca com seus túneis subterrâneos. A mim não basta saber quem eu sou e como eu sou. Desnecessário. A mim, o que basta é água para minha ressaca, comida para minha fome, divertimento para todo o resto.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Questão
-Sabe o que eu queria saber?
-O quê?
-O quê.
-O quê?
-O quê o quê?
-O quê queria?
-O quê queria o quê?
-Mas que quê?
-O quê. Parecido com que, mas era quê.
-Que quê?
-O que queria saber!
-Quem queria saber?
-O que queria.
-Quem?
-Quem quer que quisesse.
-E você?
-Era o que eu queria saber.
-O quê?
-O quê.
-O quê?
-O quê o quê?
-O quê queria?
-O quê queria o quê?
-Mas que quê?
-O quê. Parecido com que, mas era quê.
-Que quê?
-O que queria saber!
-Quem queria saber?
-O que queria.
-Quem?
-Quem quer que quisesse.
-E você?
-Era o que eu queria saber.
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